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Clique para ouvir o depoimento de Fernando Cruz à rádio Assembléia FM 96,7 sobre a história político-administrativa de Mombaça, em 16/03/2009.
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ARTIGOS

DESENVOLVIMENTISMO

 


Apicultura

Fernando Antonio Lima Cruz

Há 20 anos, mais precisamente nos dias 21 e 22 de fevereiro de 1987, a Prefeitura Municipal, a Câmara Municipal, o Lions Clube e entidades de classe mombacenses promoveram o “I Seminário de Alternativas para o Desenvolvimento de Mombaça”.

O seminário tinha como objetivos promover a discussão sobre os principais problemas do município, identificar alternativas de crescimento municipal, elaborar propostas de desenvolvimento de Mombaça e congregar as forças políticas locais na luta por estes objetivos.

O seminário foi organizado e coordenado por um grupo de mombacenses residentes em Fortaleza e por membros de entidades de Mombaça, tendo como participantes representantes dos diversos segmentos da sociedade local, compreendendo: políticos, comerciantes, industriais, agricultores, comerciários, bancários, educadores, estudantes, igreja e sindicatos, entre outros.

Os participantes foram dividos em 04 (quatro) grupos de estudo, coordenados por 01 (um) presidente e 01 (um) relator, escolhido entre os seus componentes, que identificaram e relacionaram os principais problemas de cada área e proporam soluções para os problemas detectados.

Os grupos de estudo, a saber, foram os seguintes: Grupo I – Atividades Agropecuárias (agricultura e pecuária); Grupo II – Atividades Industriais e Comerciais (indústria e comércio); Grupo III – Atividades de Ação Social e Cultural (educação, saúde, promoção social, segurança e lazer); Grupo IV – Atividades de Serviço Público (transporte, energia elétrica, saneamento e comunicações).

O evento que mobilizou a sociedade mombacense foi aberto e encerrado pelo então prefeito municipal de Mombaça Dr. José Valdomiro Távora de Castro e além dos grupos de estudo que apresentaram os seus relatórios na sessão plenária, os quais foram consolidados em um documento geral, ocorreram as palestras do Dr. Francisco Castelo de Castro (à época vice-governador do Estado do Ceará) e do médico dermatologista Dr. João Castelo Martins, ambos já falecidos.

Decorridos 20 anos da realização do seminário, por sinal uma excelente iniciativa que propôs boas alternativas para o desenvolvimento de Mombaça, chegamos à conclusão que pouco mudou neste período: alguns avanços pontuais em determinados setores como as comunicações e a eletrificação (através da eletrificação rural que atingiu as mais longínquas comunidades do território mombacense). Em contrapartida ocorreu retrocesso e estagnação em diversos outros setores, por exemplo, podemos citar: a agricultura (com a falência da cultura algodoeira, a principal fonte de riqueza do sertão cearense até meados da década de 80 do século passado e conhecida como o “ouro branco” da economia cearense, que aos poucos vem sendo substituída pela produção de mel de abelha e com o incentivo do cultivo da mamona para a produção de óleo combustível) e a indústria (nos últimos 20 anos verificamos o encerramento das atividades industriais das empresas Evangelista Oliveira, Jaisa e Indústria e Comércio Maciel Barreto que eram responsáveis pelo beneficiamento de algodão em pluma, extração de óleo de caroço de algodão e beneficiamento do respectivo farelo, subproduto mais conhecido como torta e utilizado na complementação de ração animal; as indústrias Alencarina, Canaan e Cangati produtoras de aguardente de cana de açúcar, além da “Doce Glória” que produzia doces de banana e goiaba).

Se faz necessária uma retomada do crescimento econômico com a implementação de políticas públicas que proporcionem um desenvolvimento sustentável com a geração de emprego e renda. E para isso é importante a participação popular como co-gestora da administração pública municipal: fiscalizando, sugerindo e reivindicando, ou seja, fazendo valer a sua cidadania.



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