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CARTAS

LEMBRANÇA*

 

Fernando Antonio Lima Cruz - Mombaça-Ce


O governador Plácido Aderaldo Castelo e o prefeito José Marques de Sousa, em Mombaça, na década de 1960.

Vivemos num país sem memória, onde o próprio povo esquece suas raízes e sua história. E a população mombacense, também, para não abrir exceção, se enquadra perfeitamente na máxima do “país sem memória”. Talvez pelo marasmo dos administradores públicos e pela ineficácia de alguns edis, se perde o bonde da história.

A história mombacense, por ingratidão, esqueceu José Marques de Sousa** (1922/1973) que nasceu em Mombaça no dia 28 de dezembro de 1922 e faleceu no dia 27 de fevereiro de 1973, vítima de um enfarte fulminante, no sítio Recreação, distante quatro quilômetros da cidade de Mombaça. Era funcionário público estadual, agricultor e criador.

Em 3 de outubro de 1958 foi eleito vereador, obtendo a maior votação, para a 25ª Câmara Municipal de Mombaça (1959/1963), que tomou posse no dia 25 de março de 1959, da qual foi seu presidente. Em 15 de novembro de 1966 foi eleito prefeito municipal de Mombaça (1967/1971), assumindo em março de 1967. José Marques de Sousa fez boa administração, melhorando as estradas vicinais, construiu escolas na zona rural, melhorou as condições das escolas já existentes, praticamente concluiu o calçamento da cidade, instalou luz elétrica em alguns distritos, reformou praças e colocou televisores em algumas delas. Na época de sua administração, Mombaça deu um avanço em termos de crescimento e desenvolvimento, já que o governador do Estado, Dr. Plácido Aderaldo Castelo, filho de Mombaça, trabalhou simultaneamente ao prefeito em prol da cidade.

Atualmente onde se cobra tanta honestidade dos homens públicos, numa época em que é bastante rara tal virtude, onde os valores morais estão esquecidos, onde o poder da indignação está renascendo no coração e mente do povo, nada mais justo do que homenagear o nome de José Marques de Sousa que trilhou seu caminho empunhando a bandeira da decência, da dignidade e principalmente da honestidade.

Por este motivo estudantes, professores, agricultores, comerciantes, comerciários, industriais, bancários, domésticas, médicos, agrônomos, políticos, funcionários públicos, enfim, todos os segmentos da sociedade mombacense reivindicam através de um abaixo-assinado à Câmara Municipal de Mombaça, a apreciação e aprovação do nome de José Marques de Sousa, para homenageá-lo pelos relevantes serviços prestados à população mombacense como vereador e prefeito municipal, dando seu nome ao novo prédio do legislativo mombacense: Edifício Prefeito José Marques de Sousa.

*Publicada na seção Cartas, do jornal Diário do Nordeste (Fortaleza-Ce), em 22/11/1992.

**José Marques de Sousa, o Dedé, assim eu o tratava, guardando vagamente a sua imagem, pelo fato de termos tido um breve convívio, era meu padrinho de batismo e tio afim, pois o mesmo era casado com a minha tia materna, Francisca Lima de Sousa, também já falecida. Passados 44 anos da sua morte e 24 anos da publicação da presente carta, continuo nesta luta quixotesca, porém, justa, para que o mesmo tenha o reconhecimento devido e a sua memória seja preservada para as futuras gerações.


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