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Padre Sarmento de Benevides: poder e política nos sertões de Mombaça (1853-1867)
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Clique para ouvir o depoimento de Fernando Cruz à rádio Assembléia FM 96,7 sobre a história político-administrativa de Mombaça, em 16/03/2009.
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ACERVO ICONOGRÁFICO II

 


Mombaça foi matéria de capa da edição nº 654 da revista Veja, de 18 de março de 1981, sob o título "A Seca do Século". Àquela época após três anos consecutivos de estiagem, o Nordeste se afundava na maior seca que já teve desde o século XIX, atingindo milhões de nordestinos, sendo comparada com a seca de 1877 que dizimou milhares de vidas de fome, sede e doenças. O prefeito municipal de Mombaça era o Sr. Walderez Diniz Vieira.
Etevaldo Lima Cruz (1935-2010), pai do editor deste site, fazia parte da equipe de colaboradores daquela gestão na função de tesoureiro. Cerca de 2.000 flagelados invadiram Mombaça pela terceira vez em uma semana naquele março de 1981. Após sucessivos diálogos telefônicos com o palácio do governo, em Fortaleza, e apelos ao governador Virgílio Távora (1919-1988) para que autorizasse o alistamento de mais 500 flagelados nas frentes de trabalho de Mombaça, tendo como um dos interlocutores o deputado estadual Francisco Castelo de Castro (1922-1990), o prefeito Walderez Diniz Vieira ao ser orientado a dizer ao povo que o governo não decidia sob pressão, respondeu: "Diga ao governador que ele mesmo deve vir até aqui para comunicar isso ao povo".
O pior não aconteceu graças à esperta interferência do engenheiro agrônomo Antônio Campo Maior Bona Filho, de 25 anos, chefe do escritório do Programa de Emergência em Mombaça. Por um sistema de alto-falantes, Bona Filho disse à multidão que o governo estadual enfim autorizara o recrutamento de mais 500 homens. Durante mais de três horas, auxiliado por duas jovens, o engenheiro agrônomo anotou o nome e a procedência de 1.000 candidatos às frentes de trabalho. Bona Filho, atual Inspetor Chefe da Inspetoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), em Campo Maior-PI, fizera um falso alistamento, sem a autorização oficial que ainda não chegara. Só assim mais de 2.000 flagelados famintos, sedentos e desesperados se dispersaram e retornaram aos seus sítios calcinados. Isso há 35 anos. Nos meus 12 anos enxergava tudo aquilo com a curiosidade de criança.

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