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Padre Sarmento de Benevides: poder e política nos sertões de Mombaça (1853-1867)
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Grandes Juristas Cearenses - Volume II
Padre Sarmento de Benevides: poder e política nos sertões de Mombaça (1853-1867)
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ACERVO ICONOGRÁFICO II

 


O governador do Estado do Ceará Plácido Aderaldo Castelo (1906-1979), o prefeito municipal de Mombaça José Marques de Sousa (1922-1973), o secretário de Educação do Estado do Ceará monsenhor André Viana Camurça (1913-2011) e o deputado estadual Paulo Feijó de Sá e Benevides (1907-1990), respectivamente o 3º, o 4º, o 5º e o 6º da esquerda para a direita, em Mombaça, no lançamento da pedra fundamental da Escola Integrada e do Colégio Agrícola de Mombaça que foram criados por meio do Decreto nº 9.159, de 30 de março de 1970, publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará (D.O.E. nº 10.327, caderno 11, página 2706, de 02/04/1970). Ocupando uma área de 240 hectares (equivalente a 2,4 km²), desapropriada do imóvel rural denominado de Amontada, de propriedade do casal Francisco Sales Gonçalves e Francisca Gonçalves Costa, por meio do Decreto nº 8.242, de 6 de outubro de 1967, publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará (D.O.E. nº 9.717, caderno 11, páginas 7975-7976, de 10/10/1967), as unidades escolares tinham o objetivo de “ministrar à juventude rural o ensino fundamental e técnico profissional agrícola de grau médio, com o currículo escolar dividido em 2 (dois) ciclos”, formando técnicos em agropecuária.
O Colégio Agrícola de Mombaça, conforme o seu decreto de criação, tinha em sua grade curricular as seguintes disciplinas, a serem ministradas nas três séries do curso técnico profissional, com um total de 38 aulas semanais: I – CULTURA GERAL (Português, Matemática, Biologia, Química, Desenho (optativa), Física e Educação Moral e Cívica); II – CULTURA TÉCNICA (Agricultura, Zootécnica, Indústrias Rurais, Mecânica Agrícola e Economia Rural) e III – PRÁTICAS EDUCATIVAS (Educação Física e Programa Agrícola Orientado).
Posteriormente foi extinto o ensino fundamental, permanecendo a formação técnica. Com a falência da agricultura no semiárido nordestino e a ausência de mercado de trabalho para técnicos em agropecuária o curso Técnico em Agropecuária foi extinto, em 1999, já sob a denominação de Colégio Agrícola Plácido Aderaldo Castelo, em homenagem ao seu fundador, passando a oferecer, a partir de 2000 até 2010, o ensino médio regular. Em seguida passou a ter a denominação de Escola Estadual de Educação Profissional Professor Plácido Aderaldo Castelo, oferecendo atualmente o ensino médio profissionalizante com os cursos de Administração, Agroindústria e Informática.
A partir da sua primeira turma, em 1973, até a sua última turma, em 1999, constituída por apenas 12 alunos, sendo 6 alunos de Mombaça, 2 alunos de Pedra Branca e os demais alunos dos municípios de Milhã, Redenção, Solonópole e Tauá, a EICAM / CAPAC, que teve as suas atividades iniciadas em 1971, ao longo de 28 anos, formou aproximadamente mais de mil profissionais técnicos em agropecuária.

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