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ARTIGOS

MORRER EM CASA: UMA MORTE HUMANIZADA

 


Minhas tias-avós maternas Maria José de Lima, Luísa Gonzaga Paulino e Maria Júlia de Lima, as Fagundes, e meu irmão Raugir Lima Cruz, no Sítio Recreação, em Mombaça, na segunda metade da década de 1960.

Fernando Antonio Lima Cruz

Hoje, os avanços da medicina, aliados à tecnologia e a medicamentos que postergam o ciclo natural da vida, nem sempre proporcionam aos pacientes uma morte humanizada, menos dolorosa e mais harmoniosa, ao lado de seus familiares, envoltos de amor e ao redor daquilo que restou de suas reminiscências.

Faço esse preâmbulo para rememorar a morte humanizada que, graças a Deus, tiveram minhas tias-avós maternas Luísa Gonzaga Paulino (viúva, sem filhos, falecida aos 90 anos de idade, que teve como filha, não adotiva, mas de criação, a sua sobrinha paterna Zeneida, minha mãe), Maria José de Lima (solteira, falecida aos 96 anos de idade) e Maria Júlia de Lima (solteira, falecida aos 77 anos de idade), filhas dos meus bisavós maternos José Camilo de Lima (o José Fagundes, que dá nome a um logradouro público localizado no bairro Centro da sede do município de Mombaça, que segundo Augusto Tavares de Sá e Benevides, no livro "Mombaça: biografia de um sertão", foi "um dos mais assíduos frequentadores das festas religiosas da Igreja Católica de Mombaça", além de ter sido, na década de 1910, subdelegado de polícia de Benjamin Constant e Maria Pereira, antigas denominações do município de Mombaça) e Maria da Conceição Lima (a Dona Conceição, bisneta paterna do capitão português Pedro da Cunha Lima, que aqui viveu na segunda metade do século XVIII, natural de Ponte de Lima, município localizado no norte de Portugal, caracterizado pela sua arquitetura medieval e pela sua área envolvente, banhado pelo Rio Lima).

Minhas tias-avós maternas Luisinha, Mariinha e Júlia, as Fagundes (alcunha da família, cuja origem desconheço), bem viveram e morreram no número 170, da Rua Padre Sarmento (popularmente conhecida como Rua da Goela, pelo fato de ser estreita e imbicar em direção ao Rio Banabuiú, que contorna e deu vida à antiga vila de Maria Pereira), no casarão construído no ano de 1904, por meu bisavô materno José Fagundes, acolhidas pelo afeto e pelo amor de seus entes queridos, longe da frieza de um leito hospitalar.

Faleceram, sem passar por um longo período de enfermidade, de causas naturais da velhice, com exceção da tia-avó materna Júlia (a mais jovem e a primeira a falecer das três irmãs Fagundes) que, por conta de uma diabetes não tratada, foi acometida de retinopatia diabética, que lhe deixou cega nos últimos anos de vida. Que a morte, também, seja uma arte. Carpe diem!

(A ser publicado no jornal Folha de Mombaça, Ano XLIV, nº 217, Setembro/2019).




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