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JOSÉ BENEVENUTO DE LIMA

BIOGRAFIA

 


Botica Real Militar criada por Dom João VI em 21 de maio de 1808 veio a constituir-se na célula "mater" do atual Laboratório Químico Farmacêutico do Exército. Atendia às tropas dos reais exércitos sediados em nossa Pátria, bem como toda a corte. (Foto: Acervo do Exército)

José Benevenuto de Lima, nasceu no distrito de Catolé, município de Mombaça-CE, a 8 de setembro de 1878 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, a 10 de fevereiro de 1936, aos 57 anos de idade, vítima de um colapso cardíaco. Era filho de Benevenuto de Barros Lima e de Umbelina Eugênia da Conceição Lima. Foi casado com a Sra. Hermínia Pinheiro de Lima, filha do general Dr. Arthur Carino Pinheiro (médico do Corpo de Saúde do Exército) e de Ermelinda Carino Pinheiro, com quem teve dois filhos: o general de divisão Amaury Benevenuto de Lima e a professora de educação física Marina Benevenuto de Lima.

Foi revisor, durante alguns anos, do Jornal do Brasil. Em 1904 formou-se em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ingressou no Exército em 20 de junho de 1905, sendo promovido a major na 1ª Classe da Reserva em 25 de setembro de 1930 (foi incorporado seu tempo de formação acadêmica e duas licenças prêmios não gozadas).

Integrou o corpo docente da Escola de Veterinária do Exército ministrando as disciplinas de física e química, toxicologia, farmacologia, arte de formular e análises. O capitão farmacêutico José Benevenuto de Lima assumiu interinamente o comando da Escola em 20 de agosto de 1928 em substituição ao tenente-coronel veterinário Leopoldino Ouriques de Almeida (que reassumiu o comando em 2 de outubro de 1928).

Também compôs o corpo de funcionários do Laboratório Químico Farmacêutico do Exército, berço da indústria farmacêutica nacional e que muito contribuiu para a formação do ensino superior de farmácia no Brasil, tendo ocupado a chefia do gabinete de química.

Foi um dos fundadores e elaboradores dos estatutos da Associação Brasileira de Farmacêuticos, fundada em 20 de janeiro de 1916, no salão de conferências do Círculo Católico, no Rio de Janeiro. Em uma de suas primeiras sessões científicas proferiu a palestra intitulada "Conta-gotas em Farmácia".

Em 1927 representou o Brasil no IV Congresso de Medicina e Farmácia Militar em Varsóvia (Polônia) e foi redator honorário do Boletim de Farmácia Militar de Madrid, distinção só conferida a um farmacêutico em cada país. Foi condecorado com as insígnias das Palmas Acadêmicas de França, a Grã-Cruz do Mérito Científico (a mais alta insígnia concedida aos que colaboram com o progresso da ciência e da tecnologia no Brasil) e a Medalha Militar de Prata (por 20 anos de serviço militar).


Frontispício da obra "Memorandum de Pharmacologia e Therapeutica", do então primeiro-tenente farmacêutico José Benevenuto de Lima, publicada pelo Instituto de Artes Gráficas, do Rio de Janeiro, em 1917. Em carta aberta, o coronel farmacêutico Alfredo José Abrantes, diretor do Laboratório Químico Farmacêutico Militar (que a partir de 20 de julho de 1943, seguindo as determinações do Aviso nº 1.797, passou a denominar-se Laboratório Químico Farmacêutico do Exército), diz: "O presente trabalho, meticulosamente feito pelo intelligente pharmaceutico 1º tenente José Benevenuto de Lima, um dos poucos ornamentos do respectivo quadro do Exercito, representa um extraodinario esforço do seu autor, além de profundo conhecimento do assumpto. Elle vem, assim, prestar real serviço á classe medica brasileira e aos pharmaceuticos em geral."

O capitão farmacêutico José Benevenuto de Lima solicitou inscrição como candidato a membro titular da seção de Farmácia, da Academia Nacional de Medicina, em 8 de outubro de 1927, na vaga declarada aberta pela passagem do acadêmico Francisco Antônio Giffoni para a classe de membro titular honorário. Apresentou a monografia "Novo dissolvente do cloridrato básico de quinina para solutos hipodérmicos", que foi julgada pela comissão composta dos acadêmicos Antônio Austregésilo Rodrigues Lima, Alfredo Abrantes e Júlio Eduardo da Silva Araújo, tendo logrado parecer favorável. A eleição se procedeu em reunião plenária de 24 de novembro de 1927 e a posse ocorreu no dia 24 de maio de 1928, sob a presidência do acadêmico Miguel de Oliveira Couto, que designou os acadêmicos Antônio Austregésilo Rodrigues Lima, Alfredo Abrantes e Júlio Eduardo da Silva Araújo para a comissão que conduziu ao recinto o novo titular. A saudação de paraninfo foi feita pelo acadêmico Júlio Eduardo da Silva Araújo.

A história da Academia Nacional de Medicina confunde-se com a história do Brasil e é parte integrante e atuante na evolução da prática da medicina no país. Desde a sua fundação ocorrida em 30 de junho de 1829, sob o reinado de D. Pedro I, somente três nordestinos integraram os seus quadros. Além do capitão farmacêutico Prof. Dr. José Benevenuto de Lima, o também mombacense Prof. Dr. Dagmar Aderaldo de Araújo Chaves (que ingressou em 5 de agosto de 1954) e, atualmente, o cearense de Aquiraz, Prof. Dr. Manassés Claudino Fonteles (que ingressou em 29 de setembro de 2009) tornaram-se acadêmicos.

Distinguido com importantes comissões no Ministério da Guerra, foi convocado para o serviço ativo, participando da Revolução Constitucionalista de 1932, onde prestou assinalados serviços técnicos.

É o patrono da cadeira nº 32, seção Farmácia, da Academia Brasileira de Medicina Militar, fundada em 8 de dezembro de 1941, por médicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, sediada no Rio de Janeiro-RJ e que tem como um de seus principais objetivos incentivar o estudo e a pesquisa das ciências médicas, farmacêuticas e odontológicas em seus múltiplos aspectos.

Também é o patrono da cadeira nº 55 da Academia Brasileira de Farmácia Militar, fundada em 16 de julho de 1985, por farmacêuticos das Forças Armadas, sediada no Rio de Janeiro-RJ e que tem por finalidade congregar os farmacêuticos militares e civis, bem como, os demais interessados da área de saúde, com o objetivo de promover estudos farmacêuticos, científicos-culturais, estimulando o aperfeiçoamento profissional, especialmente em suas aplicações às atividades militares de modo a incentivar sempre o engrandecimento da Farmácia no âmbito das demais ciências e dentro dos padrões éticos-científicos.

Foi membro da Associação Cearense de Farmacêuticos, da Sociedade de Farmácia de Paris, da Sociedade de Química-Física de Paris, da Sociedade Nacional de Farmácia de Buenos Aires, da Sociedade Geral de Farmacêuticos da Polônia e da Academia de História Internacional de Paris.

Publicou várias obras, entre as quais: "Memorandum de Pharmacologia e Therapeutica" e "Technica de Analyse de Urina".

A Câmara Municipal de Mombaça aprovou requerimento do vereador Fernando Antonio Alves de Alencar e o prefeito municipal de Mombaça Ecildo Evangelista Filho sancionou a Lei Municipal nº 795/2015, de 5 de março de 2015, denominando nome de logradouro público no bairro Centro da sede do município de Mombaça de Travessa Major Farmacêutico Dr. José Benevenuto de Lima, que começa na rua Antonio Pedro Benevides, terminando na rua José Frutuoso de Sá e Benevides, detrás do Terminal Rodoviário Nelson Castelo Teixeira.

Fontes: Academia Brasileira de Farmácia Militar, disponível em http://www.abrafarm.org/membros.htm. Acesso em 08 set. 2016; Academia Nacional de Medicina, disponível em http://www.anm.org.br/academicos_completa.asp. Acesso em 17 fev. 2015; Arquivo Histórico do Exército, disponível em http://www.ahex.ensino.eb.br/index.php/pt/. Acesso em 18 fev. 2015; Associação Brasileira de Farmacêuticos. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930), disponível em http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/assbrfarma.htm. Acesso em 18 fev. 2015; Associação Paulista de Farmácia e Química. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930), disponível em http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/socfarquisp.htm. Acesso em 18 fev. 2015; BENEVIDES, Augusto Tavares de Sá e. Mombaça: biografia de um sertão. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1980; Botica Real Militar. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930), disponível em http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/botrealmil.htm. Acesso em 18 fev. 2015; Escola de Veterinária do Exército. Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930), disponível em http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/escvetex.htm. Acesso em 18 fev. 2015; Academia Brasileira de Medicina Militar, disponível em http://www.abmm.org.br/mil/2013-07-01-04-25-24/academicos. Acesso em 08 set. 2016.


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