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ENFOQUE

A FALTA QUE AS FERROVIAS FAZEM

 

Raugir Lima Cruz*

Podemos tirar várias lições da recente paralisação dos caminhoneiros cujo resultado é sabido por todos – caos na distribuição, não só de combustíveis, mas no abastecimento em geral de tudo o que se possa imaginar, indústria, comércio, serviços, enfim todo o país foi afetado.

Uma das lições que podemos tirar é que o Brasil se tornou refém dos caminhoneiros, visto que toda a distribuição, seja industrial, agropecuária, insumos, alimentos, etc., depende do transporte rodoviário, e assim será.

Outra lição que tiramos dessa situação de dependência do transporte rodoviário é o resultado do abandono de todos os governos em relação ao transporte ferroviário.

Ora, o Brasil um país com dimensões continentais detém uma malha ferroviária insignificante em comparação a outras nações como os Estados Unidos e até mesmo a vizinha Argentina. O país abandonou suas ferrovias ao tempo que fomentou a indústria rodoviária.

Podemos facilmente imaginar o quanto sairia mais barato o abastecimento das cidades através do transporte ferroviário. Um só trem teria a capacidade de numa única viagem abastecer de mercadorias diversas localidades barateando sobremaneira o custo de frete.

É comprovado que o transporte ferroviário tem baixo impacto ambiental, é mais seguro, tem custo operacional baixo, além do que pouparia nossas rodovias do trânsito de veículos pesados, economizando por sua vez a manutenção das estradas e elevando o tempo de durabilidade da pavimentação asfáltica, além da diminuição de acidentes.

Outras vantagens advindas do transporte ferroviário que podemos citar: a grande capacidade no transporte de cargas e passageiros, é mais econômico que o rodoviário, possui diversas opções energéticas (vapor, diesel, eletricidade), material rodante é de longa duração, os trens modernos podem atingir grandes velocidades e estimula o desenvolvimento das indústrias de base (Fonte: Portobelo).

Em comparativo da Revista Super Interessante fica claro que “Trens são imbatíveis em carregar muita gente de uma vez. Uma única linha de metrô transporta até 60 mil passageiros por hora, enquanto um corredor de ônibus leva 6,7 mil. No Brasil, metrôs e trens tiram das ruas 14 mil ônibus e 1 milhão de carros ao dia. Com mais linhas, o efeito se alastraria para as rodovias. Além do que a vida útil de um caminhão é 10 anos enquanto que a de um trem é de 30 anos.

Na contramão do Brasil, as nações desenvolvidos da Europa utilizam-se de trens não só para o transporte de carga mas também para o fluxo de passageiros, inclusive entre países. Enquanto isso nós ficamos reféns do alto custo do transporte rodoviário.

(Publicado no jornal Folha de Mombaça, Ano XLI, nº 203, Julho/2018).

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*Raugir Lima Cruz. Oficial de Justiça da Comarca de Quixelô-CE. É mombacense de Senador Pompeu, Ceará, onde nasceu no dia 15 de janeiro de 1966, filho de Etevaldo Lima Cruz e de Francisca Zeneida Lima Cruz. Graduou-se em Pedagogia na Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu - FECLI. É bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Regional do Cariri - URCA. Obteve o 2º lugar no Concurso Literário Rachel de Queiroz, promovido em 2006 pelo Fórum Clóvis Beviláqua em comemoração aos 30 anos da sua biblioteca, com a crônica Respingos da estrada em dez atos. A sua crônica foi publicada na coletânea “Sertão: olhares e vivências” com os dez trabalhos classificados no referido concurso. No dia 18 de dezembro de 2007 recebeu o título de cidadão quixeloense concedido pela Câmara Municipal de Quixelô. É autor dos artigos "Uma análise principiológica e legal das interceptações telefônicas: a produção probatória à luz do princípio da proibição da proteção deficiente", publicado na edição nº 87, ano XIV, abril/2011, da Revista Âmbito Jurídico e “A aplicação da Willful Blindness Doctrine na Lei 9.613/1998: A declaração livre e a vontade consciente do agente”, publicado no volume nº 9, edição 2011, da Themis, revista científica da Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (ESMEC).



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